Image
youtube-Parimpar
Linkedin-Parimpar
Facebook-Parimpar

O giz da educação v.1 n.3 (2021) 

ISSN 2764-0477

Rede circulando saberes

A palavra rede é sempre associada às margens de teia, renda, ou seja, um tecido construído, um conjunto de pontos ligados, entrelaçados, entrecruzados. Assim, pensar em rede é pensar interação, relações sociais, inter-relações. O conceito de rede foi utilizado pela primeira vez em 1954, pelo antropólogo inglês John Barnes. Atualmente é um conceito chave em matemática, informática, sociologia, etnologia, trabalho social, psicologia, psiquiatria e política.

Essa rede consiste nas articulações/interações, que estabelecem entre si organismos públicos, ONG e organismos internacionais, através de cooperação, colaboração e parcerias, com vistas ao desenvolvimento pessoal e profissional dos seus participantes.

Podemos afirmar, que essa rede objetiva: propiciar a troca de experiências; facilitar o fluxo de informações; fortalecer a integração dos membros; articular e integrar ações no âmbito governamental e não governamental; divulgar eventos/cursos; propor mudanças na legislação; subsidiar a análise e a formulação de políticas públicas; e subsidiar as ações integradas.

Segundo a sabedoria dos índios Lakota, que vivem numa reserva próxima às montanhas Black Hills, no Estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. “No círculo, somos todos iguais. Não há ninguém na frente de você e não há ninguém, atrás de você. Ninguém está acima de você; ninguém está abaixo de você. O círculo é sagrado porque é projetado para criar unidade."

Assim, para constituirmos um círculo de harmonia e paz, no cumprimento dos objetivos grupais, buscamos trabalhar formando a REDE CIRCULANDO SABERES, inspirada em: "Tudo o que faz um índio, o faz em um círculo, e é assim porque o Poder do Universo atua sempre mediante círculos, e todas as coisas tendem a ser redondas. A árvore florida era o centro vivo do círculo, e o círculo das quatro direções o nutria. O Leste dava a paz e a luz, o Sul, o calor, o Oeste, a chuva, e o Norte, com seu vento frio e potente, dava a força e a resistência. Este conhecimento nos veio do Universo, com nossa espiritualidade. Tudo o que faz o Poder do Universo o faz em forma de círculo." 

“Sou o João Filipe Dias Fernandes, Coronel da Reserva da Polícia Militar de Pernambuco, com licenciatura em Língua Portuguesa e Literatura, além de especialização em Segurança Pública. Atualmente minha paixão tem sido o trabalho com administração de sistemas educacionais, em especial nos temas de qualidade, novas tecnologias e mídias digitais, relacionamento, inovação, humanização, segurança pública, cidadania e direitos humanos.”

O giz da educação v.1 n.1 (2021)

 ISSN 2764-0477

O professor ontem e hoje

A mudança é próprio da natureza e da vida. O ser humano como parte integrante dessa natureza vive e promove constantes mudanças.

Quem não se lembra da figura do professor dos tempos de outrora, aquele ser que era respeitado, detentor do conhecimento, mestre de todos nós na infância e juventude. Inspirava a muitos, povoava os sonhos da maioria da molecada da época.

Os sonhos são como as flores que ressaltam suas cores em muitos tons. Sonhar ingressar em uma faculdade, em serviços públicos ou multinacionais, ou ainda poder ser um professor, seguindo os passos do mestre eram muitas das nuances dessas cores.

Em meio a passagem do tempo, as cores que ressaltavam esses sonhos, desbotaram e perderam seu valor.

Hoje são poucos os jovens que almejam conquistar a quase extinta profissão do educar.

Também tanta coisa mudou! Hoje tem a televisão, as redes sociais, o telefone, a mídia digital. Pesquisar sobre qualquer assunto nos leva ao Google. Saber o que ocorre no mundo, em tempo real, é tão rápido e fácil.

O professor foi desbancado do seu lugar na sala de aula e na sociedade.

Os horizontes, sem as fronteiras anteriores, se encontram abertos a perder de vista, e em meio a uma cadeia complexa de recursos disponíveis, pode-se aprender muito, com ou sem uma figura especifica tradicionalmente chamada professor.

Os tempos mudaram, como tudo! Outros sonhos foram surgindo, virando fatos e mostrando que a vida pode ser como a metamorfose das borboletas.

Pode até não ser visível e que não percebam que o professor é hoje até mais importante do que foi ontem. Porém não o encontraremos encarnado em uma pessoa. Esse papel diluiu-se nos instrumentos disponíveis conquistados pelo homem.  

“Sou a Silvana Diniz Chaves, graduada em Psicologia pela Universidade Newton Paiva e em História, pela Faculdade Universo, com especialização em temas filosóficos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora do ensino fundamental e médio por 24 anos, na rede pública de Belo Horizonte, Minas Gerais”.

O giz da educação v.1 n.2 (2021)

 ISSN 2764-0477

E agora? As drogas chegaram ao meu lar também!

Aos poucos, você percebe que seu filho mudou, por algum motivo. Ele foi deixando de ser dócil e começou a agir diferente, o olhar está distante, e as amizades mudaram. Você começa a desconfiar de que algo não está certo e, de repente, você descobre que seu filho não é mais um bebê, e o mundo das drogas também chegou ao seu lar.

Com um choro engasgado, um nó na garganta, você não sabe como agir. Se vê perdido em meio a um universo tão perverso. Mil pensamentos invadem a sua mente, e você só quer buscar um motivo, um porquê de tudo aquilo estar acontecendo com você e sua família. Um milhão de sentimentos surgem: medo, insegurança, incertezas, desespero e até raiva. A culpa não deixa de estar presente. Afinal, o que pode ter dado errado?

A criação de um filho não vem com um manual de instruções, ou com um guia o qual instrui cada passo a ser dado. No processo de educar, muitas vezes nos baseamos pela educação que tivemos, ou buscamos referências, ou simplesmente deixamos que ela aconteça...

E alguns assuntos precisam deixar de ser “tabus” e ser expostos à mesa. Em que falar abertamente, dialogar, orientar, ouvir e se posicionar seja um prato rotineiro, assim como as refeições principais. Mas o caminho até aí precisa ser construído um pilar primordial dentro de um lar: o diálogo. Precisamos ter nossos filhos como aliados, próximos, e usar uma escuta ativa e comunicação não violenta. As atitudes do filho nem sempre serão reflexo da dos pais, mas serão espelho de tudo aquilo que ocorre no lar.

Criar um momento e espaço de convívio com os filhos, de forma natural, em uma simples refeição juntos, assistir a um filme, jogar um jogo, sem forçar a barra, de forma prazerosa, firmará laços e facilitará no diálogo. Gradualmente, traga assuntos à mesa, fale dos perigos, ouça, perceba as reações, evite acusações e brigas (isso só afastará e ocorrerá uma ruptura).

A descoberta do uso de drogas no ambiente familiar é uma dor sem igual. Traz desestabilidade e um mundo de novas informações. Mas a hora é de parar, respirar, refletir e buscar formas de acessar as inseguranças e o coração dos filhos de forma acolhedora e amável. Agora, ele só precisa de você, um ambiente de amor e compreensão.

É importante se informar também, para trazer de forma clara que o uso de drogas na adolescência prejudica a trajetória de desenvolvimento. Pois, é na adolescência que os neurônios estão alinhando suas conexões. Os psicoativos fazem a chamada "poda neural", em que as ligações entre os neurônios são eliminadas. Imediatamente nota-se a mudança de humor e instabilidade. A presença da depressão, ansiedade, automutilação podem estar sendo escondidas.

O uso de drogas pode estar sendo usado como um refúgio, um mecanismo de fugir da realidade. Buscar uma ajuda profissional é um caminho seguro e assertivo. Antes de levar o seu filho, vá e peça orientação, se consulte com um especialista que indique meios para lidar com a situação. Além de cuidar do seu filho, nesta etapa é possível conhecer a si próprio e apresentar maneiras mais adultas e racionais para resolver o problema.

“Sou a Karla Gabrielle Dias. Tenho 32 anos, atuo na área educacional há mais de 15 anos. Formada em pedagogia com especialização em Neuropedagogia, Psicanálise Infantil, Psicopedagogia e Orientação Educacional. Acredito que a educação é um dos pilares capazes de transformar e mudar o mundo. Telefone (61) 985585676 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.".