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O giz da educação vol.21 nº. 1 (2024)
ISSN 2764-0477

Qual é o papel da alfabetização na educação Inclusiva

 

Para iniciar nossa conversa é importante diferenciarmos educação inclusiva e educação especial.

A educação especial é a “modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação” (Redação dada pela Lei nº 12.796/2013, art. 58, que alterou a LDB).

Já a educação inclusiva é um tipo de ensino que tem como objetivo principal estabelecer a igualdade de possibilidades e oportunidades no âmbito da educação, portanto, é uma educação para todos!

Para a escola, a alfabetização é o processo pelo qual um indivíduo aprende a ler e a escrever, usando estas habilidades para se comunicar, interpretar, compreender e produzir conhecimento. Além desse processo de aquisição de escrita e leitura, temos outra parte fundamental para o desenvolvimento da linguagem, o letramento. O letramento é a habilidade de saber ler e escrever de acordo com o contexto das práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Ambos, são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, o letramento e a alfabetização garantem a aquisição adequada de habilidades que serão usadas ao longo de toda a vida do ser humano.

Na educação inclusiva, a alfabetização desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades para todos os alunos, independentemente de suas habilidades ou necessidades específicas. Ao adotar uma abordagem inclusiva, as escolas reconhecem e valorizam a diversidade de seus alunos, buscando garantir que todos tenham acesso ao aprendizado da leitura e escrita.

Para que esse processo aconteça de forma assertiva, ele deve ser planejado de acordo com a faixa etária e a diversidade de cada sala de aula. A fim de alcançar esse objetivo, é essencial implementar práticas pedagógicas que atendam às necessidades individuais de cada aluno. Isso pode envolver o uso de métodos de ensino diferenciados, materiais adaptados, tecnologias assistivas e suporte individualizado.

Os professores desempenham um papel crucial nesse processo, adaptando suas estratégias de ensino para garantir que todos os alunos possam progredir em seu processo de alfabetização. Além disso, é importante criar um ambiente inclusivo e acolhedor, onde os alunos se sintam valorizados e respeitados por suas diferenças. Onde possam errar e acertar, serem incentivados a participar de práticas de sala de aula significativas, terem segurança do seu processo pessoal, das suas potencialidades e do que (ainda) não conseguem. Isso inclui promover a conscientização sobre a diversidade e combater o preconceito e a discriminação.

Todo o trabalho realizado na escola deve ser comunicado para as famílias, pois cada um tem seu papel em assegurar a aprendizagem da criança ou do adolescente. A comunicação com os pais ou com quem cuida, fortalece vínculos e dá segurança ao aprendente, que passa por um processo longo de desenvolvimento até estar lendo e escrevendo convencionalmente.

Vale lembrar que nem todos os indivíduos que entram na escola estarão aptos a desenvolver uma boa comunicação verbal e escrita, visto que o processo dependerá de N fatores para se instalar. Fatores esses que vão desde deficiência intelectual, surdez, cegueira e até crianças que se privaram de uma boa alimentação e intervenção quando eram menores.

Ao investir na alfabetização na educação inclusiva, estamos não apenas capacitando os alunos a adquirirem habilidades fundamentais para a vida, mas também construindo uma sociedade mais justa e inclusiva, onde todos têm a oportunidade de alcançar seu pleno potencial.

- Fabiana Affonso Sarlo -

Mãe do Felipe e do João, Pedagoga e Neuropsicopedagoga, apaixonada por educação, e claro, por crianças. Especialista em educação infantil e educação pública. Formadora de professores e gestores, adora compartilhar saberes por esse mundão afora.