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O giz da educação v.1 n.2 (2021)

 ISSN 2764-0477

E agora? As drogas chegaram ao meu lar também!

Aos poucos, você percebe que seu filho mudou, por algum motivo. Ele foi deixando de ser dócil e começou a agir diferente, o olhar está distante, e as amizades mudaram. Você começa a desconfiar de que algo não está certo e, de repente, você descobre que seu filho não é mais um bebê, e o mundo das drogas também chegou ao seu lar.

Com um choro engasgado, um nó na garganta, você não sabe como agir. Se vê perdido em meio a um universo tão perverso. Mil pensamentos invadem a sua mente, e você só quer buscar um motivo, um porquê de tudo aquilo estar acontecendo com você e sua família. Um milhão de sentimentos surgem: medo, insegurança, incertezas, desespero e até raiva. A culpa não deixa de estar presente. Afinal, o que pode ter dado errado?

A criação de um filho não vem com um manual de instruções, ou com um guia o qual instrui cada passo a ser dado. No processo de educar, muitas vezes nos baseamos pela educação que tivemos, ou buscamos referências, ou simplesmente deixamos que ela aconteça...

E alguns assuntos precisam deixar de ser “tabus” e ser expostos à mesa. Em que falar abertamente, dialogar, orientar, ouvir e se posicionar seja um prato rotineiro, assim como as refeições principais. Mas o caminho até aí precisa ser construído um pilar primordial dentro de um lar: o diálogo. Precisamos ter nossos filhos como aliados, próximos, e usar uma escuta ativa e comunicação não violenta. As atitudes do filho nem sempre serão reflexo da dos pais, mas serão espelho de tudo aquilo que ocorre no lar.

Criar um momento e espaço de convívio com os filhos, de forma natural, em uma simples refeição juntos, assistir a um filme, jogar um jogo, sem forçar a barra, de forma prazerosa, firmará laços e facilitará no diálogo. Gradualmente, traga assuntos à mesa, fale dos perigos, ouça, perceba as reações, evite acusações e brigas (isso só afastará e ocorrerá uma ruptura).

A descoberta do uso de drogas no ambiente familiar é uma dor sem igual. Traz desestabilidade e um mundo de novas informações. Mas a hora é de parar, respirar, refletir e buscar formas de acessar as inseguranças e o coração dos filhos de forma acolhedora e amável. Agora, ele só precisa de você, um ambiente de amor e compreensão.

É importante se informar também, para trazer de forma clara que o uso de drogas na adolescência prejudica a trajetória de desenvolvimento. Pois, é na adolescência que os neurônios estão alinhando suas conexões. Os psicoativos fazem a chamada "poda neural", em que as ligações entre os neurônios são eliminadas. Imediatamente nota-se a mudança de humor e instabilidade. A presença da depressão, ansiedade, automutilação podem estar sendo escondidas.

O uso de drogas pode estar sendo usado como um refúgio, um mecanismo de fugir da realidade. Buscar uma ajuda profissional é um caminho seguro e assertivo. Antes de levar o seu filho, vá e peça orientação, se consulte com um especialista que indique meios para lidar com a situação. Além de cuidar do seu filho, nesta etapa é possível conhecer a si próprio e apresentar maneiras mais adultas e racionais para resolver o problema.

“Sou a Karla Gabrielle Dias. Tenho 32 anos, atuo na área educacional há mais de 15 anos. Formada em pedagogia com especialização em Neuropedagogia, Psicanálise Infantil, Psicopedagogia e Orientação Educacional. Acredito que a educação é um dos pilares capazes de transformar e mudar o mundo. Telefone (61) 985585676 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.".