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Curtinhas vol.11 nº.4 (2022)
ISSN 2764-0280

 

Maio de 1888...

 

escravatura
Ilustração: Marilane Damasceno/ 2005

Não foram tempos fáceis e, sinceramente não têm sido!

Mas, naquele momento, o povo se insurgiu e conseguiu pressionar a Regente da Coroa, Princesa Isabel, a assinar a chamada Lei Áurea. Mas e depois? Depois... Sem projeto, sem reinserção, rompidos os grilhões que assolavam a escravidão no país, os alforriados deveriam lutar pelo seu espaço no mercado de trabalho.

Se para o branco as diretrizes trabalhistas eram difíceis de serem compreendidas, imagina para aquele sujeito que passou a disputar uma vaga de trabalho com o seu algoz, depois de anos de encarceramento... Já pensou?!

Sim! O negro foi jogado aos leões, sem apadrinhamento, sem filiação, sem partido. Teve que tatear caminhos desconhecidos para se redescobrir enquanto humano, como ser pensante e teve que forjar a sua própria identidade sem modelos prontos, sem espelhos, sem estereótipos. E se hoje há os que discordam dos direitos por eles conquistados, é porque não sentiram na pele a latência da exclusão, dos maus tratos, da discriminação, da desvalorização.

Éh! É como diz o dito popular: “quem bate, não lembra; quem apanha, nunca esquece”.

 

Patiluc