Curtinhas vol.31 nº.1 (2025)
ISSN 2764-0280
Água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.
Soltei minha água,
Formei um pequeno riacho.
Queria que o tempo
Desgastasse a pedra
Que abrisse um buraco
Para minha água se alojar.
Minha água foi escorrendo
Talvez formasse um cânion
Mas isso não aconteceu.
Água mole em pedra dura,
Tanto bate até que fura.
Minha água evaporou,
Virou nuvem
Vai cair em algum lugar
Em forma de chuva.
E a pedra?
Ela continua em seu lugar
Creio que foi melhor assim
Poios, água é água
Pedra é pedra.
Casalberto
-Ex-funcionário do Bradesco – Ag. 462 – Rua Curitiba-
Avô do João Pedro, do Davi, do Patrício e do Lucas.