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Curtinhas vol.8 nº.1 (2022)
ISSN 2764-0280

NO MUNDO DAS MARAVILHAS: não é um conto de fadas.


Por hora gostaria de explanar minhas considerações acerca de duas palavras; infância e criatividade. Penso que a palavra criatividade tem uma forte ligação com a palavra infância. Digo isso, pois, observo que ambas não se apegam aos padrões estabelecidos.

Infância se constitui de momentos de aprendizagem. É o tempo das descobertas, das experimentações. E há quem diga que as crianças aprendem muito depressa. Tudo lhes interessa. Pegar, sentir e comer são os verbos mais característicos da meninada. E por falar daqueles que saem rabiscando tudo o que vem pela frente; haja parede e tinta.

Criatividade se constitui de momentos de invenção. A regra é clara; não tem regra. O ideal é esquecer os padrões, as normas e se permitir ao insight da criação. É o tempo da experimentação somado ao tempo da determinação. Tem de querer muito inventar-se - isso se aplica não só ao produto final, mas ao comportamento; gestos. Tudo pode. É claro que dentro de concepções éticas. Voltemos ao tudo pode. Pode sim, menos reproduzir as mesmas coisas. Hora, não é o momento de criar? Então é a hora para produzir o novo e não reproduzir o que já se sabe. É preciso ter coragem!

Aí está o xis da questão! O verbo que liga infância e criatividade é ‘coragem’. É na infância que se tem coragem de experimentar, de fazer. E o mais legal de tudo é a despreocupação com o resultado final e um nem aí, para críticas ou sugestões. O desapego é sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta para inventar coisas.

Quanto mais dúvida tiver, mais tem de fazer. Mais cedo ou mais tarde os elementos da personalidade virão à tona. E nem é preciso compreender a infância ou a criatividade. Elas estão entre o que não se conhece e o que se conhece, são filhas da imaginação.


Geraldir (GERAR)
Empreendedor, artista plástico, ilustrador, educador, escritor