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Curtinhas:  v.1 n.1 (2021)

ISSN 2764-0280

Método global de alfabetização 

Era uma vez uma menina chamada Anita que quando crescesse queria ser professora. Nascida e criada em Belo Horizonte, realizou o seu sonho, ao se matricular na Escola de Aperfeiçoamento da cidade, lá nos tempos da Carochinha. Ah, mas aluna que se prezasse de Lúcia Casasanta não poderia passar ao largo da escrita e, é claro, da preocupação em alfabetizar a meninada.

Anita, de olho em tudo, sabia bem direitinho quais as dificuldades sentidas pelos professores em sala de aula: falta de tempo para estudarem e se atualizarem; escasso material pedagógico e, é claro, o pouco reconhecimento. Ao ver um cartaz pregado num dos corredores da escola convidando as pessoas interessadas para participarem de um Concurso, cujo objeto era a produção de uma cartilha, logo se dispôs a se inscrever. Ops! Mas tinha um detalhe muito importante: toda a produção deveria seguir as regras do método global de contos e historietas.

Com lápis, papel, pesquisa, afinco e cuidado, Anita criou uma cartilha e, inclusive, produziu todos os acessórios que pudessem ajudar o professor no dia-a-dia: cartaz, manual do professor, livro do aluno, caderno de fichas. Um primor!

Vencedora do concurso, a cartilha tornou-se o principal método de alfabetização utilizado em Minas Gerais de 1940 a 1960.

Patiluc