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Curtinhas: v.1 n.3 (2021)

ISSN 2764-0280

Nenhum de nós!

Era uma vez um Presidente da República, apelidado de ‘pai dos pobres’. Getúlio era seu nome. Com ele as leis trabalhistas foram instituídas no Brasil. Mas o maior legado deixado por Getúlio ao trabalhador foi, até bem pouco tempo, a certeza de que havia tempo para tudo: tempo para o trabalho, tempo para se aposentar e tempo para aproveitar as benesses do descanso depois de trinta anos de contribuição salarial.

Pois é, numa jogada de mestre, bom estrategista que era, Getúlio transformou a aposentadoria em patrimônio inalienável do trabalhador que contribuísse aos chamados, à época, Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs). Populista? Alguns dizem que sim... outros nem tanto...

Mas como já escrito, é chegado o tempo do fim e, em nome da flâmula ordem e progresso, que resplandece altaneira no cruzeiro do sul da Bandeira Nacional, a regra do jogo foi alterada. Cassada legalmente, a aposentadoria tornou-se artigo de luxo, só oferecida aos centenários que conseguirem se manter com algum vínculo empregatício. Trabalho? Emprego?!!! Velho???

Ora, ora, ora... sob o manto azul varonil, iluminado pelo sol dos trópicos, nesse país “...da morena sestrosa, de olhar indiferente, Brasil, samba que dá...” vai, que talvez cole na “Terra de nosso Senhor”.

Patiluc